Ideias boas

para usar todos os dias

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Por onde andam as águas livres?

Construído durante o reinado de D. João V, reforçado e ampliado ao longo do tempo, o Aqueduto das Águas Livres sempre cumpriu a sua nobre missão de levar a água de Belas a  Lisboa, resistindo até ao terramoto de 1755.


A sua presença é incontornável, tanto em lisboa, como na zona saloia. Basta vermos que o brasão da Amadora tem esta construção lá figurada.

Por toda a linha de sintra vermos os respiradouros do aqueduto, aqui e ali, e até mesmo algumas arcadas na Damaia. Mas o aqueduto só surge realmente em todo o seu esplendor no vale de alcântara onde a arcada chega a 63 metros acima do nível da água do mar!

É uma grande queda! Quem pensou assim foi Diogo Alves e sua companheira "Parreirinha" que no sec XIX assaltavam e atiravam as vítimas do topo do aqueduto (nesta altura o aqueduto servia de passagem do vale de alcântara). Em Lisboa estes assassínios passavam por suicídios em série, pelo que o julgamento deste criminoso ainda demorou-

É curioso saber que Diogo Alves foi a última pessoa a ser condenada à morte em Portugal.

A sua cabeça, retirada para se estudar a origem da maldade, ainda hoje se encontra conservada em formol

no teatro anatómico da faculdade de medicina.

 

  Mas não é só de desgraças que vos quero falar hoje, mas sim do fantástico passeio histórico, cultural e lúdico que é visitar as várias partes do aqueduto. Ainda me falta visitar a Mãe de Água (sítio onde se capta a água) de carenque, mas o resto já está riscado da lista.

 

Comecemos por uma visita a Campolide, atravessando o vale de alcântara pelo aqueduto (cerca de 2km ida e volta) tal como as vítimas de Diogo Alves! A vista é de tirar a respiração! De um lado o manto verde de Monsanto, do outro casario típico dos bairros periféricos de Lisboa, ao centro, um túnel negro pintado de rasgos de luz.

Um pouco mais à frente (no jardim das Amoreiras) podemos encontrar o primeiro depósito de água (o segundo é debaixo do lago do Principe Real), a partir daqui partem condutas e túneis. Sei que um deles acaba no miradouro de São Pedro de Alcântara, o resto não faço a mínima ideia da quantidade de passagens "secretas" que existem espalhadas pela capital.


Quem visitar este depósito terá a oportunidade de ver uma grande piscina (ok..ok..depósito..mas dava tanta vontade de saltar lá para dentro) com uma ilha flutuante no meio que seria perfeita para lançamentos de livros, peças de teatro, é só a EPAL autorizar. Por fim, antes de irem embora, dêem um saltinha ao enorme terraço deste depósito para dar uma vista priveligiada sobre a zona do Rato.

 

 

 


Mais informações aqui: Museu da Água (eles têm muito orgulho nos vários prémios que este museu já recebeu, dêm uma espreitadela)

publicado por 7partidas às 21:57

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